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  Paz na tempestade

Paz na tempestade

“Percebendo, pois, Jesus que estavam prestes a vir e levá-Lo à força para O fazerem rei, tornou a retirar-Se para o monte, Ele sozinho. Ao cair da tarde, desceram os Seus discípulos ao mar; e, entrando num barco, atravessavam o mar em direção a Cafarnaum; enquanto isso, escurecera e Jesus ainda não tinha vindo ter com eles; ademais, o mar se empolava, porque soprava forte vento. Tendo, pois, remado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram a Jesus andando sobre o mar e aproximando-Se do barco; e ficaram atemorizados. Mas Ele lhes disse: Sou Eu; não temais. Então eles de boa mente O receberam no barco; e logo o barco chegou ao seu destino." (João 6.15-21)

 


Introdução: O ser humano tem uma tendência natural a acreditar somente naquilo que vê. E ainda assim, muitas vezes vê e não crê. Mas Deus tem convidado Seu povo a revelar coisas muito mais maravilhosas que nossos olhos já puderam ver e os nossos pensamentos imaginar. Coisas celestiais. Coisas sobrenaturais.

 


Naquela época, as multidões que cercavam Jesus esperavam um messias que seria seu salvador. Contudo, O esperavam para um reino terreno. O povo tinha só a visão terrena de Jesus, embora Cristo já tivesse demonstrado por Seus feitos e Seus milagres que tinha poderes sobrenaturais e que veio estabelecer valores principalmente espirituais ao mundo.

 


Observamos a atitude limitada e terrena do povo de Israel que queria "levá-Lo à força para O fazerem rei". Um rei que dominasse os termos de Israel e resolvesse seu problema de miséria e escravidão, de menosprezo diante das nações.

 


Jesus, porém, percebendo isso, declarou-lhes:

 


"Em verdade, em verdade vos digo que Me buscais, não porque vistes sinais, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo." (João 6.26-27)

 

Da mesma forma Cristo nos alerta hoje a vivermos uma vida voltada para os bens espirituais, para que nós possamos contemplar Sua glória aqui, em vida terrena. Pois Ele mesmo foi tentado nas coisas materiais (Mateus 4:1-11)

 


Nesse grande mar que é a vida, cheio de perigos e açoites das águas, muitos de nós insistem em navegar sem a presença de Cristo em seus barquinhos. Os discípulos nos deram esse exemplo, quando desceram sozinhos ao mar e deixaram Jesus para trás, em terra. A mesma passagem no Evangelho segundo Marcos, diz:

 


"E, tendo-os despedidos [os da multidão] , [Jesus] foi ao monte para orar. E, sobrevindo a tarde, estava o barco no meio do mar, e Ele [Jesus], sozinho em terra." (Mc 6:45-47)

 


A grande maioria das pessoas toma suas decisões, realiza suas atividades, formula seus projetos, estabelece suas metas, traça seus próprios destinos sem a orientação de Deus e, pior, sem Sua ajuda. Sem muitos esforços podemos observar que o mundo em que vivemos é formado por uma grande massa de pessoas frustradas e descontentes com a vida, enquanto uma minoria – intitulada "os filhos de Deus" – é conduzida pelo Espírito Santo de Deus e conhece a paz e a felicidade de se viver uma vida sob a orientação de Deus e gozando de Suas graças:

 


"Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus." (Romanos 8.12-17)
Jesus ficou em terra, a orar. Os discípulos se aventuraram a navegar, ou seja, ficaram sem oração e sem Cristo. Se tivessem praticado a oração com Cristo antes de se arriscarem a sair ao mar aparentemente calmo, provavelmente saberiam como agir diante daquela situação constrangedora que se formou. Provavelmente teriam mais fé.

 


Mas a o descaso à oração e à companhia de Cristo os levou a se apavorarem diante da tempestade que se formou no mar. Sozinhos no barco não havia muita esperança para eles. E em nossas vidas também não é diferente. Sozinhos não sabemos como lidar com os problemas que aparecem em nosso caminho. As tempestades assombrosas em nossas vidas nos perturbam e nos oprimem, com a impressão de não haver uma saída para nós. Mas Jesus... "vendo que se fadigavam a remar porque o vento lhes era contrário, perto da quarta vigília da noite aproximou-Se deles andando sobre o mar e queria passar-lhes à frente" (Marcos 6.48).

 


Embora tenha sido deixado para trás por Seus discípulos, Jesus sabia que eles não poderiam sobreviver àquela tempestade sozinhos. Então, ao vê-los fadigados, cansados, já sem resistências diante daquela fúria que não podiam vencer, foi-lhes ao encontro e quis lhes passar à frente.

 

Seja qual for à adversidade, Jesus vem ao nosso encontro quando clamarmos com fé porque sabe que deve estar sempre à nossa frente.

 


Muitas vezes, porém, Deus, opera sinais e maravilhas, faz o milagre acontecer para que possamos ser salvos da situação constrangedora em que nos encontramos, mas não percebemos isso. Como aqueles discípulos, confundimos Jesus com um fantasma, isto é, não cremos no milagre... Nós, simplesmente, não acreditamos que Ele seja capaz de andar sobre as águas..

 






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