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  Os doentes da alma

Os doentes da alma

Ref. Mc 1:40-42. A lepra era uma doença terrível nos tempos bíblicos. Não somente por causa do sofrimento físico, mas pela agonia emocional que seu portador experimentava, tendo que se afastar da sociedade para viver isoladamente. A alma do leproso, geralmente, era mais enferma do que o seu corpo. Sua solidão o deixava em estado de permanente tristeza. Jesus sabia, portanto, que a cura daquele homem devia se processar, primeiro, em sua alma, para depois se manifestar em seu corpo. Vejamos como Ele lidou com este problema.

 

 

1 - Jesus desejou curá-lo - É óbvio que Jesus desejou curar aquele homem, como curou a muitas outras pessoas. Veja que o doente se aproximou d 'Ele implorando que algo se fizesse a seu favor, mas como uma certa dose de desconfiança. Talvez ele pensasse na possibilidade de estar diante de mais um que não desejasse fazer-lhe qualquer coisa, como os demais.

 

 

A coisa mais comum na vida de um leproso era se deparar com pessoas que queriam mais estar longe dele, do que prontas a ajudá-lo. Muitos, quando viam se aproximar alguém com uma doença assim gritavam em voz alta, dizendo: "um leproso!!!", "um leproso!!!" e, em seguida, atiravam pedras para mantê-las à distância. Por essa razão, ele disse: Se quiseres ... "

 

 

Isso demonstra que não há barreiras criadas pelo homem, que o amor divino não esteja disposto a derrubar. Ele veio realmente salvar o que se havia perdido (Lc 19.10).

 

 

2 - Jesus se compadeceu dele - O que a alma daquele homem mais precisava naquele momento, não era de pessoas que gritassem desesperadamente: "leproso!!! ... leproso!!! ... leproso! W. Muito menos de pedras que o colocassem mais adiante ainda dos outros. Ele precisava de alguém que simplesmente o amasse. Não queria mais ser conhecido como "o leproso", mas como alguém "limpo". Muitos hoje, também não querem mais ser conhecidos com o título de "drogados", "viciados", "bêbados", "prostitutas". Eles querem apenas conhecer alguém que se compadeça do triste estado em que se encontram, e que faça algo para mudar a sua realidade de vida. Hoje é comum encontrarmos nas igrejas o mesmo tipo de acusações dos fariseus no passado, dizendo que o "irmão pecou" que "a irmã não é digna" e alguns chegam até pegar em "pedras" excluindo o debilitado da congregação.

 

Tudo o que estas pessoas necessitam, é de alguém que lhe de amor ao invés de acusá-Ias.

 

 

A compaixão de Jesus sempre moveu o milagre (Mt 9.35-38; Mt 15.32-39) e no caso do leproso, não foi diferente.

 

 

3 - Jesus o tocou - Um toque de cura. O leproso recebeu um toque cheio de graça, de unção, de compaixão e de misericórdia. Jesus o tocou como há muito tempo ele não era tocado. Desta vez não foi o toque das pedras ou pedaços de pau. Foi um toque de amor no físico, profundo o suficiente para alcançar sua alma ferida, e seu espírito adormecido.O toque físico curou-o da sua horrível lepra. O da alma libertou-o da rejeição sofrida durante todos os anos da sua vida. O toque do espírito fez dele um novo homem de coração limpo. Tão limpo se tornou, a ponto de desejar ardentemente anunciar por toda parte o que Jesus havia feito por ele.

 

 

Quando o Senhor o tocou, todos os anos em que estivera confinado ao seu mundo solitário,' chegaram ao fim. Ele estava livre da doença física, bem como da enfermidade da alma. Por isso, esteve na companhia das outras pessoas, anunciando as verdades do Evangelho.

 

 

Nós da Comunidade Cristã Amor e Graça, temos tocado na alma das pessoas! Quantos "leprosos" têm chegado até nós, com medo de serem apedrejados por causa dos seus erros. Contudo, aqui, elas são tratadas como verdadeiros seres humanos, alguns fazem como os nove que Jesus curou, outros porém jamais se esquecem e possuem uma gratidão eterna e são estes que nos dão forças para continuarmos nosso trabalho de ajudarmos aos demais "leprosos".

 

 

Conclusão : Jesus precisou demonstrar aquele leproso que o maior desejo do Seu coração era o de curá-lo e libertá-lo daquele mal. Tocando em seu corpo, sem preconceito e sem medo de contaminação, pôde mostrar-lhe o quanto o amava e estava interessado nele. Depois de abrir o coração para o grande amor divino, o homem saiu daquela experiência curado não apenas fisicamente, mas também emocionalmente e espiritualmente. 






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