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  O processo do crescimento espiritual

O processo do crescimento espiritual

Texto: Marcos 4.26-29

 


Introdução: Neste estudo falaremos sobre o processo de germinação e frutificação da semente plantada na terra. O exemplo bíblico representa a semente da Palavra de Deus semeada no coração do homem, e todas as etapas de crescimento, desde a semeadura à manifestação do fruto.

 


1 – A semente que brota sem interferência humana – Jesus está dizendo que quando a semente divina é plantada no coração, ela cumprirá o seu propósito, mesmo que isso aconteça de forma desconhecida pelo homem. 

 


Uma pessoa que ouviu a mensagem do Evangelho e a recebeu em seu coração, entrou num processo de restauração, sem se dar conta disso. As mudanças em seu interior começam a ser operadas de forma natural e gradativa. Você quer conquistar alguém? Quer fazer com que a pessoa amada te admire? Encha o coração dessa pessoa de sementes espirituais, quando estas nascerem dentro do coração dessa pessoa, ela vai admirá-lo(a), porque dentro do seu coração existirão os frutos desta semente.

 


É importante ressaltar que tais coisas não acontecem simplesmente pelo desejo ou esforço para mudar. Há uma semente divina plantada no coração, que interferiu na essência do homem, transformando sua natureza ruim para boa. Ela, por si só, dará todas as condições possíveis para que a pessoa cresça em maturidade.

 


Não estamos excluindo a necessidade de esforço humano. Cada um terá de dar a sua parcela de envolvimento nesse processo todo. Mas agora enfatizamos o poder da Palavra capaz de continuar agindo dentro de nós enquanto trabalhamos, estudamos e vivemos o nosso dia-a-dia em sintonia com Deus (Gl 6.8).

 


2 – O processo de germinação e crescimento – O crescimento espiritual é um processo que pode levar algum tempo. Jesus não prometeu o nascimento do fruto imediatamente à plantação de sua semente. Há etapas a serem cumpridas.

 


O primeiro estágio é o surgimento da erva, vindo depois a espiga e, por último, o grão cheio na espiga.

 

Trazendo para a vida prática, o Mestre quer ensinar sobre a necessidade de paciência para se respeitar cada etapa do crescimento espiritual. Paciência relacionada a nós mesmos, bem como para com os outros. É difícil para alguns entenderem isso, mas muitas vezes temos que agir com as pessoas como Deus agiu no processo do filho pródigo, quando ele disse para o pai que ia embora, o pai em nenhum momento o repreende, o descrimina ou em momento algum falou alguma coisa, pois o pai sabia que ninguém poderia dar para o filho o que ele dava.

 


Cada um de nós se encontra em níveis diferentes de maturidade. O que está claro para você, pode ainda não estar para mim, ou o contrário. Mas quando nos respeitamos e nos ajudamos mutuamente, juntos chegaremos a um lugar de maturidade, e o Nome do Senhor será engrandecido (Fl 3.12-16).

 


3 – O anseio pela ceifa do fruto maduro – Apesar de termos de respeitar todo o processo de crescimento da nova planta, não podemos esconder o anseio pela manifestação do fruto maduro. O texto diz que quando ele já está maduro “logo” lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa. 

 


Apesar de existir em nós o anseio, fique tranqüilo, o que é de Deus para você está reservado, ninguém vai tirar. Deus anela colher o fruto da sua semeadura em nós. Ele não tem investido em nossas vidas em vão. Tudo o que semeou Ele deseja receber de volta em forma de um caráter irrepreensível, que manifeste o fruto do Espírito: “amor, alegria, paz, bondade, benignidade, longanimidade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5.22-23). E para colher um fruto assim, ele não tem pressa. Todas as etapas precisam ser respeitadas, mas não podemos, de forma alguma, deixar de manifestá-lo.

 

 

Conclusão: O processo de crescimento espiritual não pode gerar em nós qualquer ansiedade sobre como, quando e onde Deus vai fazer o que precisa ser feito em nós. Assim como a terra, por si só, trabalha na semente, o coração e a Palavra entrarão em sintonia para produzir o que o Senhor deseja.

 

Cada etapa deve ser cumprida e respeitada, na confiança de que, um dia, o fruto estará em condições ideais para a colheita. E quando o dia da colheita chegar, imediatamente, Deus nos colocará em condições de oferecer esse fruto a quem necessitar dele. 






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