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  O filho que ficou em casa

O filho que ficou em casa

Texto: Lucas 15:1-2 e 25-32 

 

 

Introdução: Há alguns meses atrás, trouxemos a primeira parte dessa mensagem, onde abordamos sobre as atitudes do irmão do filho pródigo. Hoje vamos tocar em outro tipo de assunto. Jesus conta uma parábola visando confrontar os escribas e fariseus que o condenavam por receber pecadores e comer com eles.

 

 

Nós, cristãos, estamos sujeitos a cometer três graves erros:

 


1. Negar a prática do perdão como ensinado pelo nosso Senhor.


2. Murmurar contra o Pai, a exemplo dos judeus no Êxodo.


3. Deixar-se envaidecer a ponto de não mais reconhecer seus próprios erros.

 


Jesus contou esta parábola querendo que um grupo de ouvintes seus se identificasse com este homem “certo” aos seus olhos, porém errado aos olhos de Deus.

 


1. Errou ao acusar o seu irmão.

 


“Vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado” (v.30).

 


Este irmão mais velho errava quando ao julgar seu irmão:

 


1) Nem o considerava mais como tal.

 

2) Condenava-o como um perdido. 

 

3) Ele não conseguiu dimensionar o resultado da experiência de seu irmão.

 

4) O Pai viu corretamente: “Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (v.32).

 


Aprendemos com o nosso Pai a misericórdia. Que seria de Moisés, Davi e Pedro, por exemplo, se nosso Deus não fosse misericordioso e perdoador?

 


Erramos gravemente se não aprendemos a distinguir um pecador perdido de um pecador arrependido

– “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mt 18:21-22)

 


2. Errou ao acusar o seu pai.

 


“Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos” (vs.28,29).

 


3. Errou ao murmurar contra seu pai.


1) Ele reclamava de ser alvo de um tratamento desigual.

 

2) Sentia-se injustiçado.

 

3) O pai respondeu, mostrando-lhe a verdade: “Meu filho, tu sempre estas comigo; tudo o que é meu é teu” (v.31).

 


No Antigo Testamento murmuraram contra Deus no deserto, duvidando se Ele estaria mesmo presente e se ele realmente cumpriria suas promessas. A Bíblia também alerta para o fato de que nós, o rebanho de Jesus, continuamos correndo o risco de errar no tocante à murmuração contra nosso Pai

– “Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (1 Co 10:10-11).

 


4. Errou em sua auto-crítica. 

 


“Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos” (v.29).

 

O irmão parece gêmeo do “jovem rico” citado na parábola registrada em Lucas 18:18-23.  Ele se julgava perfeito, sem erros. Este falso censo de justiça própria é terrivelmente danoso. O terceiro erro deste homem é que se julgava certo.

 


Dispensou a humildade. A soberba é a avenida para o desastre. (Pv.16:18)

 

 

Conclusão: Estes foram os três erros do homem que se julgava absolutamente certo.
Como você tem olhado para aqueles que a exemplo do filho pródigo, voltam para os braços do Pai? Você se julga melhor do que as outras pessoas? Talvez você esteja envolvido no pecado da murmuração. Talvez você esteja duvidando da fidelidade do Senhor. Então ore agora e peça ao Espírito Santo para purificá-lo. Esteja livre destes erros.






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