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  Livre-se do estresse

Livre-se do estresse

Texto: 1 Reis 19:1-18

Introdução: Ser um servo do Senhor, assim como ser um pai de família, ser um profissional de sucesso é estar sobre pressões. O mercado de trabalho gera pressão sobre nós, as obrigações familiares demandam deveres, a vida com o Senhor exige de nós uma conduta diferenciada. As pessoas trabalham, servem ao Senhor, empregam todas as suas forças, mas apesar de todo esse esforço, em muitos casos o resultado é um desencantamento com a vida espiritual, e daí surge uma “crise com Deus”, e muitos acabam abandonando a igreja. Vejamos como escapar desse estresse:

 

1. IDENTIFICANDO AS PRESSÕES


Solidão: Elias se sentia sozinho (v.10), ele pensava que era a “última bolacha do pacote”. A solidão pode ser um agravante em meio às pressões e ajuda a gerar o estresse. Mas, em parte, o culpado pela solidão de Elias era ele próprio (v.3-4). Ao deixar o seu servo ele escolheu entrar no deserto sozinho. Ninguém é autossuficiente a ponto de dizer que não precisa de ninguém. Todos nós dependemos uns dos outros. Você precisa de amigos, de pessoas que estejam ao seu lado quando você “entrar no seu deserto.”


Preocupação: Elias se consumia pelo estado do seu povo (v.14); ele não se conformava pelo povo ter rejeitado a aliança, quebrado os altares e matado os profetas. A falta de preocupação pode ser um perigo, mas o excesso dela é uma bomba relógio. Nem sempre as coisas vão sair como planejamos, nem sempre as pessoas vão corresponder a nossa expectativa, mas quando isso acontecer, não podemos deixar essa situação corromper nosso estado emocional, físico e principalmente espiritual. Precisamos aprender a não nos preocupar tanto, precisamos aprender que “a cada dia basta o seu mal” (Mateus 6:34) e que “não devemos andar ansiosos por coisa alguma” (Filipenses 4:6).


Exaustão:  Elias estava vencendo, mas à custa de um grande esforço (I Reis 18:16-46). Elias teve um dia intenso como muitas vezes é o nosso. Entenda algo importante: o problema não são as atividades que realizamos, a questão toda é a “corrida” desenfreada em que nos encontramos. 

 


Frustração: Elias se sentia decepcionado com os resultados (v.1-2). Ele pensou: “agora o rei Acabe e a rainha Jezabel vão se converter, o povo vai passar por um grande avivamento, e eu vou ser honrado como profeta”, mas não foi isso que acontece. Talvez não haja coisa mais nociva a uma pessoa do que a frustração em não ver os resultados que esperava. Quantos pais, quantos professores, quantos cônjuges, quantos patrões, e até pastores se frustram com o retorno dos outros. Talvez precisemos aprender a esperar menos ou num grau de menor intensidade. Talvez precisemos reconhecer que não somos os “salvadores da pátria” e que as pessoas das quais esperamos algo, são pessoas falhas como nós. Precisamos diminuir o nível da nossa expectativa.

 

 

2.  ALIVIANDO AS PRESSÕES


Elias estava tão preocupado em trabalhar para Deus que havia esquecido o próprio Deus, a ponto de nem ouvir sua voz e reconhecer sua manifestação. Apesar de estar na obra do Senhor, ele estava longe do Senhor da obra.
Quando não temos uma vida devocional e espiritual significativa, até o trabalho do Senhor se tornará motivo para pressão e estresse. Coloque gente em sua vida. É um erro muito grande querer servir sozinho; temos que participar da obra do Senhor em conjunto, nunca isolado.  Não podemos achar que não precisamos de amigos, que não precisamos de ninguém “se metendo naquilo que estamos fazendo”. Quantas são as pessoas (não vale a família) que você passa mais de uma hora por dia? São várias, são poucas, nenhuma? Quantas vezes você chamou alguém pra te ajudar a executar as tarefas na igreja, ou permitiu que alguém o ajudasse? Caso esteja isolado, algo está errado.

 

 

3. TIPOS DE AMIGOS 


Torcedor: é aquele que incentiva, ele está disposto a fazer o que precisar para que você tenha sucesso. Ele se alegra, aplaude está ao seu lado quando você está “bem na tabela”, mas se entristece quando você está na zona do rebaixamento, contudo não entra em campo.


Jogador: é aquele que participa com você, veste a mesma camisa, entra nas divididas e busca o mesmo interesse. Ele corre, soa e se cansa, pois não se contenta em estar na arquibancada só olhando.


Técnico: é aquele que orienta, instrui, aconselha e dá bronca. É alguém teoricamente mais experiente, com mais bagagem de vida, que está disposto a dar conselhos e mostrar novas possibilidades.
Massagista: é aquele que restaura, traz refrigério, que trata dos machucados e nos coloca de volta no jogo.






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