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  Jesus e os discípulos á caminho de Emaús

Jesus e os discípulos á caminho de Emaús

Introdução: "E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. A caminho de Emaús. Cléopas discutia justamente isso com um companheiro quando Jesus se aproxima e pergunta: Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais? Eles pararam entristecidos. Um, porém, chamado Cleópas, respondeu, dizendo: és o único, que não sabes o que está acontecendo nessa região, mataram Jesus, varão poderoso em obras e em palavras" (Lucas 24:13-35)

 

 

Eles não reconheceram Jesus

 

 

Jesus havia ressuscitado e a cidade de Jerusalém estava em alvoroço ainda por ocasião da crucificação. O Messianismo de Jesus estava sendo questionado por conta de Sua crucificação e morte. A esperança de um libertador para Israel, havia sido frustrada, o que fazer? Os dois homens, de caminho para o campo, eram os dois discípulos a caminho de Emaús. Jesus apareceu para eles em aparência diferente da que havia vivido e morrido. Ele era o Jesus ressuscitado e para que se cumpra em nós os mesmos sinais que se cumpriram em Cristo, convém que os que ressuscitam, tenham um novo corpo de glória. Filipenses 3:21: “O qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo de sua glória, segundo a eficácia do poder que Ele tem de subordinar a Si todas as coisas.” Essa aparência é uma revelação entre o Jesus (carne) que estava debaixo da Lei, e o Jesus (ressuscitado) que está na Graça. Na lei os discípulos identificaram Jesus, na Graça andaram lado a lado com Ele e não o reconheceram como muitos que na Lei diziam amar Jesus e na Graça o negam. (Jo 10:25-28)

 

 

O diálogo em Emaús.

 

 

Mas alguns demoram para reconhecer o Jesus ressuscitado porque andam preocupados, aflitos, descrentes, amedrontados. A crucificação havia abalado com a fé deles. A esperança do Messias Salvador, tinha se esvaído, como fumaça. Eles foram capazes de descrever para Jesus todos os últimos acontecimentos de Jerusalém, da conversa sobre ressurreição, mas o coração estava endurecido. Para eles, tudo já não passava de uma fábula, um engano. Se Jesus fosse mesmo o Messias teria triunfado em vida, sobre a morte. E Jesus repreende os dois: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E Jesus lhes contou sobre as Escrituras” (Lc 24:25-27)

 

 

E o coração dos dois começa a arder pela autoridade de Jesus, pela verdade da Palavra: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. (Hebreus 4:12)

 

 

O Convite: “Fica conosco”

 

 

E os dois discípulos a caminho de Emaús, enfim acalmam os ânimos, descansam os corações, sentem paz e segurança. Convidam Jesus: “Fica conosco” (Lc 24:29). E quando estavam à mesa, Jesus abençoa o pão e divide com eles, então, os olhos dos dois são abertos. É interessante, que apesar de ter um novo corpo, Jesus ressuscitou conservando as marcas da crucificação.

 

 

Lições: “A caminho de Emaús”

 

 

Ansiedade gera incredulidade e vice-versa (Mt 6:25:34). Quando estamos nesse estado, é impossível enxergarmos a presença de Jesus, acreditarmos em Sua providência. Os discípulos mesmo mantendo diálogo com Jesus, não O reconheceram.

 

 

É possível que muitos de nós, mesmo tendo um diálogo com Jesus, não O reconheça. Isso é assustador, mas acontece. Foi o caso daquele jovem rico, descrito em Marcos 10: 17-22. Ele ouviu Jesus, mas se negou a segui-Lo porque o coração era avarento. Que esse encontro de Jesus com os discípulos no caminho de Emaús, seja como lição para alcançar os perdidos em preocupações, ansiedades, aflições e incredulidade. 






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